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quarta-feira, 14 de maio de 2014

Docinho do Dia: Brigadeiro!




Aviso:Se você está grávida, de dieta, diabética, não gosta de chocolates, provavelmente este não é o melhor texto para se ler.

Como diz a tia Xuxa: “Doce, doce, doce, a vida é um doce, vida e mel, que escorre da boca, feito um doce, pedaço do céu!”ou resumidamente...um brigadeiro!  

Nada é melhor que um brigadeiro, feito na hora, quentinho, de colher, escorrendo pelas bordas, lambuzando sua mão, dedos, canto da boca e boa parte do seu sorriso.  A curiosidade pelo nome vem desde sempre, o português é legal nesta parte haja vista a manga que pode ser usada tanto para roupa quanto para fruta e o nosso amado docinho não foge a regra.  Como sou uma gastrônoma de araque, já que minha faculdade foi pro saco, vamos lá usar o que me resta e mostrar aqui a origem do nome deste tão sutil e delicado neguinho totalmente brasileiro, obaaaaa, dá-lhe Brasil!!!!

Dizem as más línguas que até então o doce se chamava negrinho no sul do País e que devido a candidatura de um talbrigadeiro, foi feito para ser trocado por donativos, neste caso foi associado ao então candidato...  se é causo ou fato verídico, eu realmente fico com o docinho!






Quando eu era criança, sempre ouvia minha tia Lúcia dizer que o céu estava de brigadeiro e ficava olhando por horas e nunca vi um brigadeiro cair, nenhum sinal de granulado, por menor que fosse ...ok, tia Lúcia, o brigadeiro em questão era o da aeronáutica e se tratava de um céu limpo para voar mas não tinha a delícia de um brigadeiro, crianças são mais felizes que os adultos.


Para terminar, não poderia faltar minha receita de brigadeiro.  Se é boa, se não é, só provando pra saber!
Ingredientes:
2 Latas de leite condensado (sim, da moça por favor!)
1 Lata de creme de leite sem soro (não, não serve caixinha e tem que ser da mesma marca da moça)
2 colheres de sopa de manteiga bem rechonchudas (nada de magrelice, afinal, estamos fazendo doces para felicidade e isso nada tem haver com balança)
3 colheres de sopa de chocolate em pó (tudo bem, abro mão da marca, você decide)
½ tablete de chocolate ao leite (escolha com carinho o chocolate que vai usar, afinal, a felicidade está totalmente proporcional ao teor de leite e cacau da barrinha em questão)
Modo de Preparo:
Leve ao fogo baixo e mexa com paciência.  Vai levar um tempo mas garanto que a espera vai vale cada minuto!  O ponto é quando o brigadeiro se desprende do fundo da panela.

Aviso importante: este brigadeiro não fica duro: ele serve para recheios e sempre fica macio.   
Pode colocar na geladeira dentro de um pote e ir comendo de colheradas,bomdemaisdaconta!

terça-feira, 17 de abril de 2012

Aos Corações Partidos




Esse é o meu primeiro post no blog e acho justo começar falando sobre a maior lição que eu aprendi na vida.

Até pouco tempo atrás eu acreditava que o amor era algo que ocorria apenas uma vez na vida e que durava para sempre independente do que acontecesse. Acredito que esse pensamento é partilhado por muitas pessoas e durante muito tempo foi uma regra para mim. "Uma regra" talvez esteja sendo bondoso demais quando na verdade deveria chamar isso de fixação ou até mesmo obsessão.

Setembro de 2009, eu havia acabado de sair de um relacionamento de 4 anos (o único que havia tido até então). Foram 4 anos de dedicação, sonhos, planos... abri mão de muita coisa para construir um mundo sobre algo que do dia para a noite virou poeira. Dois anos depois continuava vivendo para aquilo, continuava vivendo para provar que ao menos a minha parte, o amor, todas as promessas e sonhos eram reais e não iriam mudar. Me agarrei ao sofrimento por 2 anos e não queria largar, a dor era minha e a única coisa que me definia, que me tornava real e não queria perder isso. "Minha dor, meu sofrimento, minha vida". É engraçado como nos apegamos as piores coisas nesses momentos.

Foi então que a vida (sempre a vida, as vezes eu a vejo como uma grande peça teatral e nós como atores que são adicionados a peça na ultima hora e temos que nos virar sem sabermos o nosso papel). Enfim, foi então que a vida resolveu me mostrar que neste mundo, tudo se transforma, nada dura para sempre e no mesmo solo onde um ser cai, morre e apodrece, uma dia poderá nascer uma flor (ou quem sabe uma rosa?) forte e maravilhosa.

Aprendi que o amor eterno existe sim mas não da forma como imaginava. Ele não nasce eterno mas nós podemos fazer-lo ser. O amor é como uma rosa que existe enquanto é bem tratada, iluminada e regada mas que pode murchar e morrer se ficar sem essas coisas. Em termos práticos, a agua e a luz são as palavras, confiança, transparência e a amizade que devem existir. Por outro lado, se essa rosa for regada com palavras más, desconfiança e orgulho, funcionam como veneno e ervas daninhas que irão matá-la aos poucos até não restar nada.

Eu espero que alguém um dia leia isso e espero que encontre um pouco de conforto e esperança porque eu aprendi que um coração partido pode sim ser remendado e ao contrário das coisas materiais, ele volta a funcionar muito bem. Basta querermos e nos darmos mais uma chance.

Dedico esse post a dona desse blog e nova dona do meu coração.